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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Coluna: Saúde & Curiosidades


Você tem Brontofobia? 

A sociedade atual é repleta de fobias, doenças de aspecto psicológico desenvolvidas ao longo da vida por causa de traumas e situações desagradáveis. 

Uma dessas fobias é a chamada Brontofobia. Você já ouviu falar sobre ela? 

Basicamente, a brontofobia é o medo paralisante de raios e trovões. 

As pessoas que sofrem da doença se apavoram sempre que percebem a possibilidade de uma chuva forte, e já começam a sofrer antecipadamente, apenas ao pensar nos raios e trovões que podem acontecer durante a tempestade. 


A brontofobia é muito prejudicial para a vida profissional e social das pessoas, pois acaba levando-as a faltar a compromissos importantes e até ao trabalho sempre que ameaça cair uma chuva mais forte. Para essas pessoas, a condição climática é sempre um pesadelo, e a chuva, os raios e os trovões são quase o fim do mundo. 

Uma das situações vividas na infância que pode levar ao desenvolvimento da doença é o fato de a criança ter tomado um choque elétrico durante uma chuva forte, por exemplo. Nessa condição, a pessoa leva essa experiência traumática para a fase adulta. 

Os principais sintomas da brontofobia são: Nervosismo excessivo durante chuvas fortes Preocupação constante com o clima, Pânico, Ansiedade, Desmaios, Sudorese e aumento da frequência cardíaca. 

 A doença precisa ser tratada de maneira multidisciplinar, com total apoio de um psicólogo.



Mateus Dutra  - Estudante de Medicina

domingo, 22 de maio de 2016

Coluna: SAÚDE & SUAS CURIOSIDADES


Por que os olhos ficam vermelhos quando temos sono? 

Os olhos apresentam estruturas bastante sensíveis e que podem demonstrar uma aparência avermelhada com facilidade. 

Quando estamos com sono os olhos passam por um processo chamado de inflamação da conjuntiva, ou seja, o revestimento da parte branca dos olhos fica avermelhado. 

A vermelhidão é resultado direto da dilatação dos vasos sanguíneos. Além do sono, outras causas podem deixar os olhos vermelhos, como alergias, contato com substâncias irritantes, resfriados e gripes. 


O sono também aumenta o fluxo de sangue nas membranas mucosas dos olhos, aumentando as chances de vermelhidão. De uma forma geral, é possível afirmar que o olho vermelho é normal quando a causa é apenas o cansaço físico e o sono. 

Essa ocorrência é comum e não apresenta nenhum tipo de risco para a saúde ocular.



*Fontes: Curiosidades Book 

 Mateus Dutra, estudante de medicina.

sábado, 7 de maio de 2016

Saúde e Curiosidades



A.V.C. (Acidente Vascular Cerebral)

Quem não conhece alguém que já teve um AVC? 

Acidente vascular cerebral, ou derrame cerebral, ocorre quando há um entupimento ou o rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea adequada. 

O AVC também é chamado de Acidente Vascular Encefálico (AVE). 


Tipos de A.V.C. 



*AVC Isquêmico: entupimento dos vasos que levam sangue ao cérebro 

*AVC Hemorrágico: rompimento do vaso provocando sangramento no cérebro. 

Sintomas de A.V.C. 

➔ Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo 
➔ Alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo 
➔ Perda súbita de visão num olho ou nos dois olhos 
➔ Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem 
➔ Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente 
➔ Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos. 


Tratamento de A.V.C. 

Tratamento e a reabilitação da pessoa vitimada por um AVC dependerá sempre das particularidades que envolvam cada caso. 

Há recursos terapêuticos que podem auxiliar na restauração das funções afetadas. Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, fisioterapeutas, médicos, psicólogos e demais profissionais. 

Seja qual for o tipo do acidente, as consequências são bastante danosas. Além de estar entre as principais causas de morte mundiais, o AVC é uma das patologias que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas. 

Conforme a região cerebral atingida, bem como de acordo com a extensão das lesões, o AVC pode oscilar entre dois opostos. Os de menor intensidade praticamente não deixam sequelas. 

Os mais graves, todavia, podem levar as pessoas à morte ou a um estado de absoluta dependência, sem condições, por vezes, de nem mesmo sair da cama. 

Os danos são consideravelmente maiores quando o atendimento demora mais de 3 horas para ser iniciado. 


Prevenção 

Muitos fatores de risco contribuem para o seu aparecimento. Alguns desses fatores não podem ser modificados, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo. Outros fatores, entretanto, podem ser diagnosticados e tratados, tais como a hipertensão arterial (pressão alta), a diabetes mellitus, as doenças cardíacas, a enxaqueca, o uso de anticoncepcionais hormonais, a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, o sedentarismo (falta de atividades físicas) e a obesidade. A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC. 

Importante:






*Fontes: minhavida.com.br/avc, google, livro: emergências médicas.

 Mateus Dutra

sexta-feira, 29 de abril de 2016

SAÚDE E CURIOSIDADES


...VITAMINAS... 

O que são vitaminas ? 

As vitaminas são nutrientes importantes para o nosso organismo. São de extrema importância para o bom funcionamento do nosso organismo, principalmente, porque ajuda a evitar muitas doenças. 

Elas NÃO são produzidas pelo organismo e, portanto, devem ser adquiridas através da ingestão de alimentos (frutas, verduras, legumes, carnes e etc). 

A falta de vitaminas pode acarretar em diversas doenças chamadas (avitaminoses). 

INFORMAÇÕES SOBRE AS PRINCIPAIS VITAMINAS... 

Leia e Fique por dentro do mundo encantado delas: 

Vitamina A 

➔Fontes: fígado de aves, animais e cenoura
 ➔Doenças provocadas pela falta (avitaminoses): problemas de visão, secura da pele, diminuição de glóbulos vermelhos, formação de cálculos renais 
➔Funções no organismo: combate radicais livres, formação dos ossos, pele; funções da retina 

Vitamina D 

➔Fontes: óleo de peixe, fígado, gema de ovos 
➔Doenças provocadas pela carência (avitaminoses): raquitismo e osteoporose 
➔Funções no organismo: regulação do cálcio do sangue e dos ossos 

 Vitamina E 

➔Fontes: verduras, azeite e vegetais 
➔Doenças provocadas pela carência (avitaminoses): dificuldades visuais e alterações neurológicas ➔Funções no organismo: atua como agente antioxidante.


Vitamina K 

➔Fontes: fígado e verduras de folhas verdes, abacate 
➔Doenças provocadas pela carência (avitaminoses): deficiência na coagulação do sangue, hemorragias. 
➔Funções no organismo: atua na coagulação do sangue, previne osteoporose, ativa a osteocalcina (importante proteína dos ossos). 

Vitamina B1 

➔Fontes: cereais, carnes, verduras, levedo de cerveja 
➔Doenças provocadas pela carência (avitaminoses): beribéri 
➔Funções no organismo: atua no metabolismo energético dos açúcares 

Vitamina B2 

➔Fontes: leites, carnes, verduras 
➔Doenças provocadas pela carência (avitaminoses): inflamações na língua, anemias, seborreia ➔Funções no organismo: atua no metabolismo de enzimas, proteção no sistema nervoso. 

Vitamina B5 

➔Fontes: fígado, cogumelos, milho, abacate, ovos, leite, vegetais 
➔Doenças provocadas pela carência (avitaminoses): fadigas, cãibras musculares, insônia 
➔Funções no organismo: metabolismo de proteínas, gorduras e açúcares


 Vitamina B6 

 ➔Fontes: carnes, frutas, verduras e cereais 
➔Doenças provocadas pela carência (avitaminoses): seborréia, anemia, distúrbios de crescimento ➔Funções no organismo: crescimento, proteção celular, metabolismo de gorduras e proteínas, produção de hormônios Vitamina B12 
➔Fontes: fígado, carnes 
➔Doenças provocadas pela carência (avitaminoses): anemia perniciosa 
➔Funções no organismo: formação de hemácias e multiplicação celular 

Vitamina C 

➔Fontes: laranja, limão, abacaxi, kiwi, acerola, morango, brócolis, melão, manga 
➔Doenças provocadas pela carência (avitaminoses): escorbuto 
➔Funções no organismo: atua no fortalecimento de sistema imunológico, combate radicais livres e aumenta a absorção do ferro pelo intestino. 

Vitamina H 

➔Fontes: noz, amêndoa, castanha, lêvedo de cerveja, leite, gema de ovo, arroz integral 
➔Doenças provocadas pela carência (avitaminoses): eczemas, exaustão, dores musculares, dermatite ➔Funções no organismo: metabolismo de gordura 

Vitamina M ou B9 

➔Fontes: cogumelos, hortaliças verdes 
➔Doenças provocadas pela carência (avitaminoses): anemia megaloblástica, doenças do tubo neural ➔Funções no organismo: metabolismo dos aminoácidos, formação das hemácias e tecidos nervosos 

Vitamina PP ou B3 

➔Fontes: ervilha, amendoim, fava, peixe, feijão, fígado 
➔Doenças provocadas pela carência (avitaminoses): insônia, dor de cabeça, dermatite, diarréia, depressão 
➔Funções no organismo: manutenção da pele, proteção do fígado, regula a taxa de colesterol no sangue.



 >>Fontes: Artigos Médicos Internet, Google, http:/vitaminas.com/. 

 Mateus Dutra (Estudante Medicina)

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Coluna: (SAÚDE & Suas Curiosidades)


Como todos sabem hoje comemoramos TIRADENTES – 21/04 

>> Você sabe quem foi Tiradentes? 

Tiradentes foi  considerado um herói nacional. 

Lutou pela independência do Brasil, num período em que nosso país sofria o domínio e a exploração de Portugal. O movimento da Inconfidência Mineira, liderado por Tiradentes, pretendia transformar o Brasil numa república independente de Portugal. Tiradentes, com poucas influências econômicas e políticas, foi condenado a forca. 

Foi executado em 21 de abril de 1792. 

Partes do seu corpo foram expostas em postes na estrada que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais. Sua casa foi queimada e seus bens confiscados. 

 >> Conheça mais Sobre como é esse tipo de Execução...

Enforcamento ou estrangulamento? 

O enforcamento e o estrangulamento são dois tipos de asfixia que fazem muita confusão em sua distinção por pessoas leigas, razão pela qual trataremos de forma simples e didática no presente trabalho os esclarecimentos acerca esta distinção. 

Primeiramente convém fazer uma breve explanação do que vem a ser asfixia: “é a síndrome causada pela insuficiência de oxigenação do organismo, a qual, se prolongada, conduz à morte”. 

Pode ser classificada em natural e violenta. As asfixias naturais são aquelas causadas por patologias que reduzem a ventilação ou circulação pulmonar. Já as violentas estão geralmente associadas a um traumatismo. 

O enforcamento e o estrangulamento são tipos de asfixia violenta, em que a anóxia, ou seja, a falta de oxigênio se dá pela constrição de um laço. O enforcamento se dá com a suspensão completa ou incompleta, do corpo em ponto fixo, cuja força atuante é o próprio peso da vítima, por meio de um laço que constringe o pescoço. 

Já no estrangulamento, que também é uma constrição por um laço, a força constritiva é externa. O que constringe é o laço, acionado por uma força externa. O sulco é a marca do material utilizado como laço que ocasionou o enforcamento, aparece em baixo relevo, desenhando o instrumento que constringiu o pescoço. 

No enforcamento, o sulco é oblíquo ascendente, possui profundidade variável, sendo interrompido no nó, ficando por cima da cartilagem tireóidea. 


No estrangulamento, o sulco é horizontal, possui profundidade uniforme, não sendo interrompido e ficando no meio do pescoço. Com relação ao cadáver, no enforcamento a posição da cabeça se mostra voltada para o lado contrário do nó, pendida para diante, com o queixo encostado o tórax. 

A face pode apresentar-se branca ou arroxeada, sendo raras as equimoses palpebrais e conjutivais. Verifica-se a presença de líquido ou espuma sanguinolenta pela boca e narinas. 

A língua apresenta a coloração azul-arroxeada, sempre projetada além das arcadas dentárias. Os olhos apresentam-se protusos e o pavilhão auricular violáceo, ocorrendo eventualmente otorragia (hemorragia pelo Ouvido).


 >>Fontes: Artigos Médicos Internet, Google, Livro Emergências Médicas, livro Medicina Legal. Mateus Dutra (Estudante Medicina)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

CARNES SÃO APREENDIDAS NA CIDADE DE PINHEIRO MACHADO


Essa tarde dia 07 de abril de 2016, a Vigilância Sanitária de Pinheiro Machado recolheu e apreendeu em dois estabelecimentos da cidade  carnes bovina e  embutidos que estavam mal acondicionados e fora das normas do fabricante.

 Segundo Olício Lopes, Fiscal Sanitário:

"Orientamos a população que consuma carnes com procedência e faça a verificação da rotulagem para ver se está de acordo com a Legislação vigente. 


Ministério da Saúde convoca para combate ao Aedes aegypti no Dia Mundial da Saúde



A ideia é que a população conheça melhor o ciclo de vida do mosquito transmissor da dengue, zika e febre chikungunya. 

O Dia Mundial da Saúde foi estabelecido pela Assembleia Mundial da Saúde e tem como objetivo conscientizar a população a respeito da qualidade de vida e dos diferentes fatores que afetam a saúde populacional. Essa data foi estabelecida para coincidir com a data de fundação da Organização Mundial da Saúde. 

Todos os anos, campanhas são realizadas e, em 2016, o Ministério da Saúde estabeleceu a mobilização para o combate ao Aedes aegypti como tema único do Dia Mundial da Saúde para as secretarias estaduais e municipais de saúde de todo o país. 

O Aedes aegypti é um mosquito doméstico, tem hábitos preferencialmente diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. A infestação do mosquito é sempre mais intensa no verão, em função da elevação da temperatura e da intensificação de chuvas, fatores que propiciam a eclosão de ovos do mosquito. 

Para evitar isso, é preciso adotar medidas permanentes para o controle do vetor. A orientação da Secretaria da Saúde do Estado é que as famílias mantenham os quintais sempre limpos. É preciso também recolher, eliminar ou guardar longe da chuva todo objeto que possa acumular água, como pneus velhos, latas, recipientes plásticos, tampas de garrafas, copos descartáveis e até cascas de ovos. 

O lixo doméstico deve ser acondicionado em sacos plásticos e descartado adequadamente, em depósitos fechados. Depois da chuva, é recomendado fazer a vistoria no quintal e na casa para eliminar a água acumulada sobre lajes, calhas, tanques, pratinhos de vasos de planta. Das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, o Ceará confirmou a ocorrência em 2016 de 2.834 casos de dengue, com um óbito confirmado e 10 em investigação. 

Este ano também foram confirmados quatro casos de febre chikungunya, todos de outros estados e países. No ano passado, foram confirmados sete casos da doença, cinco deles importados e dois autóctones, o que confirma a circulação do vírus. 

Os casos de microcefalia entre outubro de 2015 e 28 de março deste ano somam 73 confirmados em 35 municípios, 64 deles relacionados ao vírus Zika. No período ocorreram 15 óbitos, oito relacionados ao vírus transmitido pelo Aedes aegypti. 

 A Secretaria de Saúde de Pinheiro Machado vai realizar um Curso para a produção de repelente caseiro. 

O objetivo é fazer com que o produto seja usado para evitar doenças do mosquito Aedes Aegypti, como a Dengue, Zika vírus e a febre chikungunya. O público alvo serão as gestantes, segundo a secretaria. 

As inscrições podem ser feitas no órgão, nos próximos dias. 

São 50 vagas. O curso será ministrado pela enfermeira Elda Soares e o repelente será colocado nos veículos da saúde e ambulâncias para que os motoristas e técnicos orientem, os passageiros, principalmente as gestantes, usarem o produto. 

O local onde será ministrado o curso ainda não foi definido, mas provavelmente será numa escola.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Vírus da gripe circula sempre e prevenção deve ser permanente, diz especialista


Casos de influenza A (H1N1), conhecida como gripe A, voltaram a colocar autoridades sanitárias em estado de alerta. 

Em geral, os surtos da doença ocorrem no país a partir de junho, com a chegada do inverno. Mas, nos três primeiros meses deste ano, o número de infecções já ultrapassa o total de todo o ano passado. Esta semana, foram confirmadas mortes em decorrência do vírus em Brusque (SC), Cuiabá, Dourados (MS), Goiânia e Rio de Janeiro. O estado de São Paulo já contabiliza 38 óbitos por complicações atribuídas ao H1N1, de pelo menos 42 mortes em todo o país. 

Em função do cenário atual, governos estaduais e municipais estudam antecipar o início da imunização contra a gripe - cujo público-alvo é composto de profissionais de saúde, crianças maiores de 6 meses e menores de 5 anos, gestantes e idosos. A campanha nacional de vacinação está prevista para ocorrer entre os dias 30 de abril e 20 de maio, mas o Ministério da Saúde informou que já começou a fazer o envio dos lotes aos estados. A previsão é que, até 15 de abril, sejam enviadas 25,6 milhões de doses, o que corresponde a 48% do total de doses a serem enviados para toda a campanha deste ano. Já o envio da vacina aos municípios, segundo a pasta, é de responsabilidade dos governos estaduais. 

Em entrevista à Agência Brasil, o professor de infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Alexandre Naime Barbosa lembrou que, no final de 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia feito um alerta sobre o aumento da circulação do H1N1 no mundo. O tipo (cepa), segundo ele, é exatamente o mesmo que provocou a pandemia de gripe A em 2009 e que voltou a assustar em 2013. “O vírus influenza vai sempre circular. Por isso, as medidas preventivas têm que ser tomadas sempre. É como escovar os dentes – não vale fazer só quando eles estão ruins e depois relaxar ou a dor volta”. 

Agência Brasil: O surto de H1N1 chegou mais cedo ao Brasil este ano? 

Alexandre Barbosa: Sim, ele veio mais cedo mesmo. A OMS já havia feito um alerta no final de 2015 sobre a maior circulação da mesma cepa de H1N1 que circulou em 2009 e que causou a pandemia. Essa cepa também circulou com mais força em 2013, mas passou os anos de 2014 e 2015 um pouco mais escondido. E é sempre assim: quando um vírus não circula por algum tempo, isso permite que a população passe a ter um número considerável de pessoas suscetíveis à infecção. O aumento de casos também pode estar relacionado, por exemplo, a uma baixa taxa de imunização. É, na realidade, uma junção das coisas. 

Agência Brasil: O que mais pode ter contribuído para que os casos no país voltassem a subir? 

Barbosa: O fenômeno El Niño também pode ter dado a sua contribuição. Percebemos que o volume de chuvas este ano aumentou em relação ao ano passado. Apesar de não estar frio, as pessoas tendem a ficar mais tempo dentro de casa ou em ambientes fechados para se proteger das chuvas. E essa concentração, como se sabe, facilita a proliferação do vírus influenza. Temos, provavelmente, uma congruência de situações que levaram ao aumento de casos. A situação atual, porém, não caracteriza ainda uma epidemia. Temos apenas surtos, mas o estado é de alerta. 

Agência Brasil: Há risco de uma eventual epidemia ou pandemia? 

Barbosa: Provavelmente não. Já temos notícias da antecipação da vacina em algumas localidades. Essas pessoas ficam protegidas. Há ainda parte da população que já entrou em contato com o vírus, não chegou a desenvolver sintomas da doença, mas ficou imune. A gripe tem muito isso: nem sempre apresenta sintomas ou desenvolve sintomas brandos. Mesmo no caso do H1N1, não necessariamente teremos pacientes com síndrome gripal, febre alta, dores no corpo e sintomas respiratórios. A pessoa pode apresentar um quadro mais ameno e que leve a achar que se trata de um resfriado, com febre leve e coriza. 

Agência Brasil: Além do Zika, o H1N1 também representa perigo em potencial para as gestantes? 

Barbosa: A influenza sempre esteve relacionada a quadros mais graves em gestantes. A mulher grávida, na realidade, é como uma pessoa imunodeprimida, já que a gestação causa alterações no sistema imunológico. A gestante tem maior propensão a desenvolver doenças em geral. Qualquer cepa de influenza que aparece e que é mais patogênica sempre deve ser motivo de preocupação entre as mulheres grávidas. 

Agência Brasil: Há alguma chance do vírus que circula agora ser mais forte que o de 2009? 

Barbosa: O H1N1 de agora não é mais resistente que o que tivemos antes. A cepa que está circulando neste momento no país é idêntica à que circulou em 2009 durante a pandemia. O aumento de casos e de óbitos se dá pela reduzida imunidade na população. Isso porque o vírus tira proveito de uma determinada situação para circular. E o que temos agora é como se fosse uma estrada sem radar, onde o H1N1 aproveita para correr sem ser multado. 

Agência Brasil: Após a pandemia, algumas das orientações de prevenção foram deixadas de lado? 

Barbosa: Infelizmente, o brasileiro tem uma cultura que não perpetua bons hábitos. Ele fica bem assustado, chega a ficar paranoico quando a emergência acontece, mas a informação preventiva que ele tinha facilmente se desfaz ao longo do tempo. Um exemplo disso é o uso da camisinha. Quando a aids era tida como doença fatal, uma sentença de morte, todo mundo usava preservativo e falava sobre o assunto. Agora, que há tratamento, temos novamente muitas pessoas se contaminando. A gente vê as epidemias crescendo porque a pessoas pararam de ter cuidado. O vírus influenza vai circular sempre. Não há como eliminar. Sempre haverá cepas para as quais a população não terá imunidade. As medidas preventivas têm que ser tomadas sempre, como o hábito de escovar os dentes. Não vale se preocupar só quando os dentes estão ruins e depois relaxar.

*DP

terça-feira, 22 de março de 2016

Centro Regional Oftalmológico de Pinheiro Machado completa dois anos de atuação


Foi na noite desta segunda feira dia 21 de março no Clube Comercial o Coquetel de Comemoração dos dois anos do Centro Regional  Oftalmológico instalado no Hospital de Pinheiro Machado. 

O Evento promovido pela Direção do Hospital em conjunto com o Centro Oftalmológico além de ser comemorado os dois anos serviu para apresentar os novos equipamentos que o Centro ganhou com recursos oriundos do Governo Estadual para a 3ª Coordenadoria Regional de Saúde, beneficiando o Centro Regional  Oftalmológico em Pinheiro Machado, que é uma referência em toda a 3ª Região e Zona Sul do Estado. 

Ressaltando que em Pinheiro Machado e em toda a 3ª Região, foram atendidas este ano 1.200 consultas, mais de 50.000 exames, em média 3.500 cirurgias, sendo que destas 1.200 cataratas pelo SUS, com equipamentos de 1º mundo. 

Em breve o Centro vai estender seu atendimento em um Projeto com a Secretaria Municipal de Saúde de Pinheiro Machado para as Escola Municipais, atendendo alunos do Pré ao quinto ano. 


Segundo o Médico Oftalmologista e Diretor do Centro Oftalmológico Dr. Humberto Shermam:

"O Centro Regional de Oftalmologia desenvolve suas atividades priorizando o atendimento ao SUS. A qualificação de nossos profissionais e a formação de recursos humanos fazem a diferença, além de permitir a atuação plena nesta área, nos projetam como referência estadual no tratamento das moléstias oculares".

Confira algumas fotos do Evento:






segunda-feira, 14 de março de 2016

Crise nos hospitais filantrópicos

Continuidade na prestação dos serviços a pacientes do SUS está em risco pelo atraso nos repasses pelo governo do Estado e defasagem na tabela de valores 

A continuidade na prestação de serviços a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) nos hospitais filantrópicos está ameaçada, assim como a redução de procedimentos eletivos. Em Jaguarão isso já aconteceu. Outros municípios da região têm enfrentado dificuldades e se mantido funcionando, mas às custas de salários atrasados, como é o caso de Canguçu, onde os médicos não recebem há quatro meses e ameaçam parar, de acordo com o relato do presidente Luís Ernesto Vargas. Os hospitais filantrópicos da região alegam atravessar uma das mais graves crises financeiras em decorrência do atraso nos repasses de incentivos por parte do governo do Estado e da falta de recomposição dos valores pagos pela União nos procedimentos do SUS. 

A saúde financeira dessas instituições está abalada e a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul já reivindicou ao governo federal a liberação de linha de crédito nos mesmos moldes da agricultura. Uma paralisação no atendimento deve acontecer em data a ser definida, para marcar o protesto dessas casas de saúde. Em princípio seria dia 21, mas foi suspensa e será reagendada. “O momento é crítico e exige total atenção”, ressalta nota da Federação. 

Em Pelotas o quadro não é muito diferente, apesar de não haver atraso nos repasses, devido à municipalização da saúde. “Estamos com dificuldades financeiras igual aos outros 245 hospitais filantrópicos e outros 29 hospitais de confissão religiosa”, comenta o diretor administrativo da Santa Casa de Misericórdia, Fábio Haertel. Na Beneficência Portuguesa a situação também é de fragilidade, segundo o presidente Francisco Serra. Mas, de certa forma, em vista dos demais hospitais da região, considera os de Pelotas menos prejudicados por causa da contratualização. 

Destaca que os valores repassados pelo governo federal vão para os estados e, onde não existe municipalização, fica a cargo do governo estadual fazer a distribuição de acordo com os contratos existentes. “Por isso que os hospitais de Pelotas, embora tenham problemas, não enfrentam a dificuldade de transferência de valores”, diz. A Beneficência atende convênios e particulares, de onde conta com verba para equilibrar os valores repassados pelo SUS, que não cobrem as despesas. O lucro do hospital seria para reinvestir em melhorias, em tecnologia, “para não ficar para trás”, destaca Serra. Porém, tem tido muita dificuldade para se atualizar. 


O Hospital Espírita de Pelotas é um dos mais atingidos, pois do total de atendimentos prestados, 80% são direcionados a pacientes do SUS. A diretora Deli Soares Massaú ressalta que a diária paga pelo SUS é de R$ 49,70, mais o acréscimo que a prefeitura agrega, chega a R$ 55,30, enquanto que a instituição tem um gasto de R$ 135,00 com o paciente ao dia. Por enquanto não é cogitada a redução no atendimento, mas foi necessário diminuir o quadro de funcionários não pertencentes à área técnica. 

Enfatiza que a diária paga pelo SUS é a mesma há 20 anos. “Hoje em dia essa diária é esquizofrênica diante da epidemia de crack e de doenças infectocontagiosas, como tuberculose, que tem aparecido muito”, salienta, ao acrescentar que onera muito os hospitais. O Espírita não trata essas doenças, mas é obrigado a fazer os exames para detectá-las. É uma instituição que está sempre com sua capacidade esgotada e, além da atualização, a direção do hospital entende ser importante a reposição dos valores suspensos. 

Havia um incentivo do Estado, suprimido durante todo o primeiro semestre de 2015. Em agosto voltou a ser pago, porém a título de empréstimo no Banrisul por três meses. Dos outros três meses foram repassados dois, um ficou para trás, relata Deli. “A situação é caótica e há um dano na saúde financeira do hospital. Estamos fazendo empréstimo para pagar os funcionários”, completa. É uma situação muito delicada, que exige muita atenção. Um passo mal planejado, segundo a direção, pode causar um prejuízo ainda maior ao hospital. 

HUSFP pode desativar setores de alto custo 

No Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP) o momento também é de crise, considerando a suspensão do Incentivo de Cofinanciamento da Assistência Hospitalar (Ihosp) pelo Estado e a defasagem dos valores das tabelas do SUS. Os diretores de Assistência, Edevar Rodrigues Machado Júnior, e de Gestão, Valdir Schafer, admitem o risco de interrupção em determinados serviços de alto custo, mas ainda não divulgam quais. “A crise da saúde é ampla e a extensão macrorregional acaba por determinar uma retração na rede assistencial que já atinge pequenas instituições hospitalares da região; deste novo cenário resulta a sobrecarga de hospitais de referência e seus serviços”, frisa. 

Segundo ele, o excesso de demanda desequilibra a relação da capacidade instalada, desdobrando em dificuldades na estruturação das equipes médicas e no preenchimento das vagas de residência médica. “Registre-se que nesse contexto é inviável a manutenção dos compromissos financeiros da instituição, redundando em atrasos de honorários médicos, descumprimento de acordos comerciais e perdas de oportunidades devido à falta de cadastros de adimplência”, diz. Registra ainda o necessário reconhecimento do profissionalismo e do comprometimento do corpo clínico do hospital, que mesmo frente à realidade segue no seu exercício profissional, o que por óbvio não vai se sustentar indefinidamente. 

O risco imediato é do fechamento de alguns setores de alto custo, que passam a ser insolventes frente ao desequilíbrio econômico-financeiro do convênio, à descontinuidade de repasses e aos atrasos sistemáticos de verbas. Os valores chegam a R$ 4 milhões em cortes anuais de repasse ao hospital e são suficientemente figurativos da crise instalada na assistência hospitalar. 

São Lourenço também deve suspender serviços 

Se no Hospital de Caridade de Canguçu os médicos ameaçam paralisar as atividades por não receberem seus salários há quatro meses, na Santa Casa de Caridade de Jaguarão algumas medidas de contenção se fizeram necessárias. Na semana retrasada a direção suspendeu as internações pelo SUS e o atendimento a gestantes de baixo risco. 


Semana passada o Estado depositou R$ 50 mil e a prefeitura repassou R$ 200 mil pelo convênio que tem com a instituição. Os recursos bancaram a folha de janeiro e deram uma sobrevida para a maternidade, viabilizando o retorno do atendimento às parturientes. Mas as novas internações continuam suspensas. 

O presidente e administrador da Santa Casa de São Lourenço do Sul, José Nei Lamas, fala que o atraso no repasse por parte do Estado chega a R$ 1,4 milhão e só para os médicos o hospital deve R$ 700 mil, o correspondente a dois meses de atraso no pagamento salarial. “Se não me mandarem nada este mês vou parar de atender SUS. Só urgência e emergência vou manter”, afirma. 

O presidente do Hospital da Caridade de Canguçu, Luís Ernesto Vargas, diz que talvez com a aprovação da CPMF o governo federal possa fazer algo, sendo essa a informação recebida em Brasília recentemente. 

No Hospital de Caridade Nossa Senhora da Conceição, em Piratini, conforme o diretor executivo Laerto Farias, havia uma “gordurinha” que permitiu a manutenção do atendimento e há esperança de o Estado repassar valores. A Casa de Saúde de Pinheiro Machado atende com dificuldade e faz contenções para não reduzir o atendimento, informa o vice-presidente Ronaldo Madruga. 

A Santa Casa de Rio Grande, que enfrentou semana passada uma paralisação das atividades por parte de servidores, contraiu um empréstimo de R$ 10 milhões, a ser pago em 84 vezes, e conseguiu colocar em dia a folha de pagamento dos funcionários, segundo informa a prefeitura, além de pagar fornecedores. Em fevereiro o hospital recebeu R$ 2,3 milhões do governo do Estado e este mês R$ 740 mil. 

Ministério da Saúde fala em reajuste 

O titular da 3ª Coordenadoria Regional de Saúde, Gabriel Andina, prefere não se manifestar até a reunião desta segunda-feira na Secretaria Estadual de Saúde, com todos os coordenadores regionais, para debater o assunto. Já o Ministério da Saúde, por meio de sua assessoria de comunicação, informa que a tabela SUS não representa a única forma de custeio dos serviços hospitalares da rede pública e que os valores fora da tabela já respondem por cerca de 40% dos R$ 14,8 bilhões federais destinados aos hospitais filantrópicos, santas casas e demais instituições que atendem pelo SUS de todo o Brasil.  
"Considerando o orçamento hospitalar via Teto MAC (média e alta complexidade), recurso enviado mensalmente pelo Ministério da Saúde para os Fundos Estaduais e Municipais de Saúde - a quem compete gerenciar e distribuir a verba para a região -, o crescimento do total em incentivos, além da tabela, foi de 210%, entre 2010 e 2015”, diz a nota. Informa ainda que desde 2007 mais de mil procedimentos da tabela SUS foram reajustados, considerando a necessidade dos serviços e a pactuação com os gestores locais de saúde.

*DP

quarta-feira, 9 de março de 2016

Agentes Municipais de Saúde fazem trabalho de conscientização e prevenção contra o Mosquito Aedes aegypti


Em um Projeto do Governo Federal em conjunto com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde os Agentes de Saúde estão fazendo suas visitas as nossas casas de forma diferente. 

Além da visita rotineira nas casas será feita uma visita aos pátios numa forma de prevenção do acúmulo de larvas do Mosquito Aedes aegypti, que transmite além da Dengue, sendo descoberta a transmissão outras doenças,  uma delas inclusive afetando as gestantes. 

É desta forma que conseguimos combater as Endemias, com informação e conscientização da população sobre o risco que corremos se deixarmos água acumulada em garrafas, vasos de plantas, reservatórios com águas, procurar manter sempre fechados e fazer uma vistoria seguidamente em nossos pátios e mantermos sempre limpos, conseguimos evitar o foco de mosquitos. 

Vamos colaborar com nossos Agentes de Saúde, porque eles estão fazendo um excelente trabalho de conscientização e prevenção para nos proteger das Endemias.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Doação de órgãos é realizada em Rio Grande, RS


Mais uma doação de órgãos no Hospital Santa Casa de Rio Grande. 

Marco Antonio Ademoli Moraes de 44 anos morreu após cair de um telhado em Rio Grande, ele havia informado a família sobre a intenção de doar seus órgãos. 

Os rins, fígado, córneas e pulmão serão encaminhados para pessoas que estão na fila dos transplantes. Segundo o Médico Dr. Milton Primo que coordena este processo reforça a importância de comunicar aos familiares sua vontade. 

"Se as pessoas já tiverem falado previamente, como este caso, o processo de captação se torna mais fácil, porque é um momento muito difícil aos familiares, desta forma fica mais fácil de agilizar as doações, o que é necessário entender que tem muitas pessoas na fila de transplante e a sociedade precisa entender que ´um gesto de amor ao próximo, doar seus órgãos, irá salvar muitas vidas, concluí".


*RBS TV

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Larvicida biológico para uso doméstico é apresentado no Estado

O Biovech é um produto que se soma a estratégia mecânica de controle dos focos do mosquito e que já está disponível ao consumidor
Tecnologia desenvolvida pela Neovech elimina os focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, Febre Zika e Chikungunya. 

Foi apresentado ao secretário Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, João Gabardo dos Reis, o primeiro larvicida biológico para uso doméstico, aprovado pela Anvisa, para o combate ao Aedes Aegypti. 

"O objetivo foi mostrar que existe uma tecnologia desenvolvida por uma empresa gaúcha e colocar à disposição do Governo essa fórmula biológica para auxiliar o estado no combate ao mosquito", informa o médico e professor da PUCRS, Fernando Kreutz, pesquisador à frente da tecnologia. 

Segundo Kreutz, é preciso agir também nas residências individualmente, estão 70% dos focos de mosquito. O Biovech é um produto que se soma a estratégia mecânica de controle dos focos do mosquito e que já está disponível ao consumidor. 

O produto é resultado de 10 anos de estudos e pesquisas da empresa de biotecnologia e nanotecnologia Neovech, do Grupo FK Biotecnologia - holding de pesquisa, desenvolvimento e inovação, que atua nas áreas de biotecnologia e nanotecnologia. 

É A tecnologia desenvolvida pela Neovech elimina os focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, Febre Zika e Chikungunya. É um forte aliado à saúde pública do país", avalia. Sua fórmula é produzida utilizando a bactéria Bacillus thuringiensis, variedade israelenses (BTI), que contém os cristais da proteína Cry. 

Uma vez ingeridos pela larva do mosquito, os cristais provocam a sua morte, evitando que ela se torne um mosquito adulto transmissor de doenças. "Ou seja, ao aplicar o produto nas áreas de risco, a larva ingere essa proteína e morre," explica Ana. A tecnologia mata a larva dos mosquitos em até 24h.

*DP

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Saúde mantém suspensão ao uso de larvicida em água potável

Medida foi tomada como precaução no sábado e discutida nesta segunda-feira com demais secretarias estaduais - Foto: Priscila da Silva/SES
Pyriproxyfen não deve ser usado em depósitos de água para consumo humano.
 
O Secretário Estadual da Saúde, João Gabbardo dos Reis, confirmou que segue suspensa a utilização do larvicida Pyriproxyfen em depósitos de água para consumo humano.
 
A medida foi tomada como precaução no sábado e discutida na segunda-feira (15), em reunião com as secretarias estaduais de Obras, Saneamento e Habitação e do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Também estiveram presentes representantes da Emater e Corsan.
 
A decisão de suspender a aplicação do produto em reservatórios de água também recebeu apoio integral do Conselho Estadual das Secretarias Municipais de Saúde do RS (Cosems/RS). Em substituição ao larvicida, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) recomenda a eliminação de possíveis criadouros do Aedes aegypti com a proteção física desses locais.
 
Como o Rio Grande do Sul tem um alto índice de distribuição de água tratada, o pyriproxyfen já era pouco usado nessas situações. A aplicação do produto poderá ser efetuada apenas em locais onde a água não é destinada para o consumo, como em chafarizes e vasos de cimento localizados em cemitérios, por exemplo.
 
Conforme o titular da SES, João Gabbardo, o Estado optou por dar ênfase na precaução: “Nosso foco prioritário tem que ser o de evitar o criadouro, sem o uso de produtos químicos, dando preferência aos métodos mecânicos", afirmou.
 
Além disso, o secretário afirmou respeitar a orientação do Ministério da Saúde (MS) e dos demais estados que fazem uso deste produto, mas reiterou que a estratégia do RS é de não usar produtos químicos na água destinada ao consumo humano.
 
 
*DP

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Estado paga duas parcelas da dívida com os municípios na área da saúde

Governador recebeu Prefeitos no Palácio Piratini

Piratini fez repasse de R$ 24 milhões. 

O governo do Estado depositou nas contas dos municípios, nesta sexta-feira (12/02), as parcelas de janeiro e fevereiro da dívida na área da saúde. 

Entraram nos cofres das prefeituras R$ 24 milhões. O recurso foi liberado após o Piratini saldar o compromisso mensal com a União e ter as contas desbloqueadas. 

Em dezembro do ano passado, o governador José Ivo Sartori atendeu ao pedido da Famurs e se comprometeu a pagar R$ 291 milhões em 24 vezes. 

São recursos que não foram repassados para os programas municipais de saúde em 2014 e 2015. 

“A Famurs sempre acreditou na negociação e na palavra do Governador.O Estado ter cumprido o que foi combinado é fator muito importante para negociações futuras”, avalia o coordenador-geral da Federação, Márcio Espindola. 

O Estado acumula atrasos na transferência de verbas para programas municipais de saúde desde 2014. Problema que atinge a prestação de serviços essenciais como a Farmácia Básica. 

Ao todo, 14 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) permanecem fechadas por falta de recursos. Há problemas em Venâncio Aires, onde a prefeitura foi obrigada a paralisar uma ambulância do Samu. 

Em São Lourenço do Sul, o município demitiu 18 funcionários da Equipe de Saúde da Família. Em Três Passos, foi suspenso o Primeira Infância Melhor (PIM). 

*FAMURS

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Famurs orienta municípios sobre participação no "Dia de Luta contra o Aedes aegypti"


Mobilização será realizada em 13 de fevereiro 

A Famurs orientou, nesta quarta-feira (10/02), os Secretários Municipais de Saúde sobre o Dia Nacional de Luta contra o mosquito Aedes aegypti, que será promovido no dia 13 de fevereiro (sábado). 

No Rio Grande do Sul, a ação contará com a participação de 60 mil profissionais. Eles visitarão residências para passar orientações e verificar possíveis locais com água parada. Além disso, será realizado um mutirão de limpeza de áreas públicas e tratamento de resíduos. 

“A Famurs está empenhada em mobilizar o maior número de pessoas. O Aedes transmiti dengue, zika e chikungunya. Conter os focos do mosquito é uma luta de todos”, defende o assessor da Área Técnica de Saúde da Federação, Paulo Azeredo. Na sexta-feira (05/02), o Secretário da Saúde do RS, João Gabbardo dos Reis, confirmou o primeiro caso importado de zika vírus no Rio Grande do Sul. Uma mulher de 30 anos contraiu o vírus em viagem ao Mato Grosso. 

Ações que a Secretaria da Saúde do RS sugere que os municípios desenvolvam em 13 de fevereiro.

- Envolvimento da comunidade. 

- Disponibilização dos equipamentos (carros, caminhões, tratores, etc) das secretarias municipais. 

- Realização de visitas domiciliares para ações educativas e de identificação e controle de focos, com apoio dos militares, especialmente nos municípios sede de quartéis e do entorno. 

- Revisão dos prédios públicos para identificação e controle dos focos. 

- Mutirões de limpeza nas áreas públicas e outros locais de acúmulo de lixo e materiais inservíveis. 

- Parcerias com organizações governamentais e não governamentais (CDL, Lions, Rotary, associações comunitárias, paróquias, etc). 

- Ações educativas em locais com maior visibilidade (atividades lúdicas, peças de teatro, distribuição de material impresso, adesivos, faixas, carro de som, etc) e/ou em eventos como jogos esportivos, religiosos, educativos e outros. 

- Ações de comunicação envolvendo a mídia local, especialmente as rádios. 

*FAMURS

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Síndrome de Guillain-Barré, possível relação do zika vírus com a síndrome preocupa autoridades da saúde

Pelo menos seis Estados contabilizaram elevação significativa da doença no ano passado. 

 A possível relação do zika vírus com a síndrome de Guillain-Barré, uma rara doença neurológica, está preocupando autoridades de saúde. A síndrome atinge o sistema nervoso, provocando febre, dificuldade de respirar, dores e dormência — em casos mais graves, pode causar paralisia e levar à morte. Provocada, na maior parte dos casos, por infecções virais, a síndrome parece estar se tornando mais frequente no Brasil em meio às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. 

A associação entre o zika e distúrbios neurológicos está entre os motivos para a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter decretado estado de emergência internacional no dia 1º. A organização pediu aos países afetados pelo surto que organizem sistemas de vigilância para detectar e combater o aumento incomum dos casos. 

Pelo menos seis Estados (Pernambuco, Piauí, Sergipe, Rio Grande do Norte, Maranhão e Bahia), segundo levantamento do G1, contabilizaram elevação significativa da síndrome em 2015, mas, como a Guillain-Barré não é uma doença de notificação compulsória no Brasil, não há dados oficiais. 

Leia mais: 

Entenda o que é a Síndrome de Guillain-Barré O relato de quem foi acometido pela Síndrome de Guillain-Barré Fiocruz comprova relação entre zika e Síndrome Guillian-Barré 

No Rio de Janeiro, dois jovens estão internados em estado grave no Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, após desenvolver uma forma severa da síndrome. Em janeiro, o hospital atendeu outros 10 casos menos graves. Neste ano, foram 16 pacientes com Guillain-Barré. A média era de cinco casos por ano. 

Conforme o neurologista Osvaldo Nascimento, que supervisiona os atendimentos no hospital, todos os pacientes tiveram zika. Duas semanas depois de serem infectados, eles teriam começado a apresentar sintomas de comprometimento do sistema nervoso. 

— Há uma diferença entre os pacientes que atendemos após a infecção pelo vírus e aqueles afetados pelo Guillain-Barré clássico: temos observado mais alterações no sistema nervoso central, e os efeitos são mais agressivos. É o que nos parece nesses casos, todos aparentemente associados ao zika — afirma o neurologista, que é professor na UFF. 

Nascimento explica que os casos de Guillain-Barré costumam atingir de um a quatro por 100 mil pessoas. O aumento nesse número, avalia, pode estar associado à epidemia de zika. Segundo o professor, médicos de outros hospitais do Rio de Janeiro também estão relatando aumento no número de casos de Guillain-Barré. 

Para o infectologista Alexandre Schwarzbold, professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), ainda não há informações suficientes para deixar evidente a relação entre a síndrome e o zika, mas o aumento de casos registrados em alguns Estados causa preocupação. A síndrome não distingue entre crianças, grávidas, idosos: pode afetar qualquer um, em maior ou menor grau.

— Ainda é preciso, assim como na microcefalia, deixar claro se há uma relação de causa e efeito com o zika. Isso é necessário até para separar os casos e sabermos quais foram causados dentro do esperado e quais foram motivados pelo vírus — diz Schwarzbold, que também é membro da Sociedade Brasileira de Infectologia. 

Segundo os especialistas, a síndrome começa após uma infecção e se manifesta por dormência e fraqueza das pernas, que vai subindo e pode até chegar à cabeça. Uma das dificuldades em se diagnosticar rapidamente a Guillain-Barré — e comprovar sua associação com o vírus — é o fato dela aparecer até 20 dias após o episódio de zika. 

Histórico 

- Em janeiro, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS), emitiu alerta epidemiológico devido ao aumento de ocorrência de síndrome de Guillain-Barré em áreas onde circula o vírus zika. Segundo a Opas, em julho do ano passado, pelo menos 26 pacientes com histórico de sintomas compatíveis com a infecção por zika tiveram diagnóstico de Guillain Barré na Bahia. 

- No Brasil, o surto de zika coincidiu com o aumento do registro de síndromes neurológicas, principalmente no Nordeste. Segundo a Organização Panamericana de Saúde, até julho de 2015 foram registrados 76 casos — 42 de Guillain-Barré. Segundo a OMS, situações semelhantes em outros países das américas estão em investigação. 

 - Na Polinésia Francesa, onde houve surto de zika entre 2013 e 2014, 74 pacientes apresentaram síndromes neurológicas ou autoimunes logo após terem manifestado sintomas compatíveis com a infecção pelo vírus. Desses, 42 foram classificados como Guillain-Barré. 

Em El Salvador, também houve um aumento incomum de casos recentemente. Entre 1º de dezembro de 2015 e 6 de janeiro de 2016, foram registrados 46 casos da síndrome, quando antes o país tinha média de 14 casos por mês.

*ZH

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Primeiro caso de zika vírus no Rio Grande do Sul é confirmado


A Prefeitura de Porto Alegre anunciou nesta sexta-feira (5) o primeiro caso de zika vírus registrado no Rio Grande do Sul. 

Trata-se de um paciente que contraiu a doença fora do estado. Também foi confirmado o primeiro caso de dengue contraído na capital gaúcha. Inicialmente, a Secretaria Municipal da Saúde informou que o caso de zika vírus tinha sido contraído na capital.

Na verdade, a contaminação ocorreu fora do Rio Grande do Sul. O erro foi corrigido às 10h57. 

Os detalhes de ambos os casos serão fornecidos em entrevista coletiva de imprensa, após uma reunião do Comitê de Combate ao Aedes, mosquito das doenças e da febre chikungunya. 

Mais cedo, agentes da equipe da Secretaria Municipal da Saúde aplicaram inseticida em trechos de ruas do bairro Petrópolis. Lá, há um paciente com suspeita de zika vírus. Ele tem histórico de viagem a Belo Horizonte e teria contraído a doença na capital mineira. 

Também nesta sexta (5), técnicos da Coordenadoria-Geral de Vigilância em Saúde (CGVS) e da Coordenação de Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) deram instruções para 50 militares do Comando Militar do Sul (CMS). 

Eles serão capacitados para treinar os 1,2 mil militares do Exército que atuarão na ação de mobilização nacional contra o mosquito Aedes aegypti. A ação acontecerá no próximo dia 13 em todo o país. 

Os militares serão instruídos sobre as formas de transmissão dos vírus e as medidas de prevenção e combate ao inseto, a abordagem nas residências e outros imóveis que serão alvo da campanha. 

Zika e microcefalia 

Atualmente o Brasil enfrenta um surto de recém-nascidos com microcefalia, uma doença que não tem cura e causa uma má formação no cérebro, fazendo com que os bebes nasçam com a cabeça menor que o normal. 

As consequências são graves e permanentes para o desenvolvimento do individuo. Não existe vacina para o zika vírus. O ideal é prevenir a proliferação do mosquito transmissor. 

O Aedes aegypti leva sete dias do ovo até o mosquito adulto. 

A água é o ambiente perfeito para a proliferação dos ovos. As fêmeas infectadas podem transmitir o vírus para cerca de 20% dos ovos. Por isso, para acabar com o mosquito é necessário atacar os criadouros.

*G1 / Rs

 
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